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Marcos Campello Música para objetos e salas ressonantes. Música para laptop dançar. Música para radinho de ouvido. Música para caixinha de fósforo. Música para cuíca retroalimentada. Música para poesia picotada e envelopada. Música para intimidades de bandolim. Música para autômato
parlante e reverberação. Música para transfêrencia de massa. Música para
processamento ressonante. Música para garrafas plásticas. Nascido em 28 de julho de 1979, começou a estudar guitarra elétrica aos
13 anos, tendo, aos quinze anos, iniciado o estudo do violão erudito com o
professor Alberto Mejia. Compôs, produziu e gravou, em 2000, a trilha para o
espetáculo “Quatro Personagens”, coreografia de dança solo de Maria Paula
Miller Duarte, apresentado neste mesmo ano no espaço Café Cultural, no Humaitá. Em 2001 formou-se em harmonia pela Academia de Música Lorenzo Fernandez
e prestou vestibular para o curso de bacharelado em composição para a Escola de
Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde foi aprovado. A partir de 2002, já como aluno de composição, ingressou no grupo OFELEX
(Oficina Eletrônica Experimental), dirigida pelo Prof.Dr. Rodrigo Cicchelli
Velloso, compondo duas peças que foram executadas em apresentações na própria
Escola de Música (no salão de concertos Leopoldo Miguez) e na Universidade do
Rio de Janeiro (UNIRIO) – as peças se chamam: “Cômodo Vazio” para octeto
instrumental e fita, e “Poema improviso”, um improviso sobre um poema de sua
autoria. Em 2004 ingressou na pesquisa “Do Concreto ao Simbólico”, orientada pelo
Prof.Dr. Rodrigo Cicchelli Velloso, onde deu continuidade a um trabalho já
iniciado de forma autodidata pelos domínios da composição assistida por
computador (CAC) e do processamento de sons em tempo real (usando as
plataformas PatchWork e MAX/MSP). Ainda, participou como bolsista do projeto
“Oficina Contemporânea”, também dirigida pelo Prof.Dr. Rodrigo Cicchelli
Velloso, para o qual compôs “Sete Sílabas”, para septeto instrumental, que foi
executada na Escola de Música da UFRJ, no salão Leopoldo Miguez. Estes
trabalhos receberam o segundo e terceiro lugares respectivamente na Jornada de
Iniciação Científica 2004 e 2005 dentre os trabalhos apresentados na Escola de
Música da UFRJ. Organizou entre os alunos da UFRJ, UNIRIO e de outros estados, a pedido
do Prof. Caio Senna (UNIRIO), o concerto de 11 de maio de 2005, dentro da série
“VIII Música Nova na UNIRIO”, tendo apresentado diversas peças eletroacústicas
de sua autoria. Finalmente, apresentou e regeu, em novembro de 2005, sua peça
“Um Outro símbolo” (para soprano, clarineta e contrabaixo) no programa “Música
e Músicos do Brasil” da Rádio MEC, dirigido por Lauro Gomes, e na série
“Panorama da Música Brasileira Atual”. Obteve no final de 2006 o grau de Bacharel em
Composição da UFRJ. Cursa atualmente o Mestrado em Música da UFRJ na área de
Composição – Música e Tecnologia, sob orientação de Prof.Dr. Rodrigo Cicchelli
Velloso. Estudou bandolim com
Pedro Amorim na Escola Portátil de Choro. Participou como instrumentista
(guitarra elétrica, sintetizador e piano preparado) das Bienais de Música
Brasileira Contemporânea de 2003 (com o grupo OFELEX, na sala Baden powell) e
2005 (tocando a peça "Funerais", de Valério Fiel da Costa, na sala Cecília
Meireles) e como compositor em 2007, com a peça eletroacústica "ReCubos v
1.2.2" (na sala cecília Meireles). Atuou ainda como compositor e
instrumentista (guitarra elétrica e bandolim de 10 cordas) nos Panoramas da
Música Brasileira Atual em 2005 (na Escola de Música da UFRJ), 2006 (no Centro
Cultural da Justiça Federal) e 2008 (Escola de Música da UFRJ). Participou, como guitarrista, da Orquestra de
jazz da UFRJ, sob direção de Fernando Trocado. Participou, como bandolinista,
de Festivais como o Novos Talentos do Sesc, tendo tocado em Teresópolis (teatro
da prefeitura), Petrópolis (Palácio de Cristal e Quitandinha) e Friburgo (Casa
de Cultura), tendo feito também apresentações para alunos de escola municipais
destes mesmos lugares. Recebeu, em 2008, no Festival de Animação de Gramado
(Granimado), o prêmio de melhor trilha sonora para animação infantil pelo filme
"Calango Lengo - Morte e vida sem ver água", de Fernando Miller. Para mais: http://www.myspace.com/marcoscampello
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